Sou do interior do Estado do Espírito Santo, nasci em uma cidadezinha a mais ou menos 300 km da capital ( onde resido hoje). Desde muito cedo, me sentia diferente de tantas outras crianças com as quais convivia. Sempre fui uma criança muito tímida e me escondia atrás de alguém que pudesse me dar sempre o mínimo de segurança. Em casa, superprotegido pela mãe e na escola pela tia que tinha quase minha idade, que não permitia que ninguém se aproximasse da criança "indefesa" que me tornara. Nunca fui de interagir com as pessoas nessa época, e amigos do sexo masculino, como toda criança têm, eu nunca tive.
Devido essa característica de sempre ficar com as meninas ( amigas da minha tia) me apelidaram aos 7 anos de idade de "gayzinho" e esse era o nome que a partir de então passei a ficar conhecido na escola da pequena vila no qual morava. Desse modo, o ambiente escolar nunca foi o lugar dos meus sonhos, nunca acordava pela manhã feliz por ir estudar, pois não gostava de ser ridicularizado na frente dos outros com apelidos feios que me faziam ter vergonha de mim mesmo. Com isso, cada vez mais fui crescendo isolado do contexto masculino, não joguei bola, nem pião, muito menos soltei pipa, pois não tinha com quem fazer, apenas brincava com a boneca da minha tia no quintal da casa da minha avó, lugar esse em quem me sentia outra pessoa num mundo de conto de fadas.
Até então desconhecia o porque das pessoas acharem estranho as minhas atitudes, e me acostumei com as risadas daqueles que me criticavam. Riam apenas de uma criança inocente que não entendia seu próprio mundo.
Devido essa característica de sempre ficar com as meninas ( amigas da minha tia) me apelidaram aos 7 anos de idade de "gayzinho" e esse era o nome que a partir de então passei a ficar conhecido na escola da pequena vila no qual morava. Desse modo, o ambiente escolar nunca foi o lugar dos meus sonhos, nunca acordava pela manhã feliz por ir estudar, pois não gostava de ser ridicularizado na frente dos outros com apelidos feios que me faziam ter vergonha de mim mesmo. Com isso, cada vez mais fui crescendo isolado do contexto masculino, não joguei bola, nem pião, muito menos soltei pipa, pois não tinha com quem fazer, apenas brincava com a boneca da minha tia no quintal da casa da minha avó, lugar esse em quem me sentia outra pessoa num mundo de conto de fadas.
Até então desconhecia o porque das pessoas acharem estranho as minhas atitudes, e me acostumei com as risadas daqueles que me criticavam. Riam apenas de uma criança inocente que não entendia seu próprio mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário